🏗️ The Housemartins: Do Altar ao Topo das Paradas A trajetória dos "quatro rapazes mais bonitos de Hull". O Início: Cristãos, S...
🏗️ The Housemartins: Do Altar ao Topo das Paradas
O Início: Cristãos, Socialistas e Engraçados
A banda surgiu em 1983, em Hull, na Inglaterra. Liderada pelo carismático Paul Heaton (vocais) e Stan Cullimore (guitarra), o grupo se autodefinia como "cristãos marxistas". Eles uniam a estética do jangle pop com letras que criticavam o sistema britânico.
Curiosidade: O baixista da fase áurea era ninguém menos que Norman Cook, que anos mais tarde ganharia o mundo como o DJ Fatboy Slim.
O Meio: O Ápice do "A Cappella"
O sucesso estrondoso veio com o álbum London 0 Hull 4 (1986). Eles se tornaram fenômenos com o cover de "Isley-Jasper-Isley", a música "Caravan of Love", que chegou ao topo das paradas e mostrou o poder das harmonias vocais do grupo. Eles eram o contraponto pé-no-chão e divertido ao glamour exagerado dos anos 80.
O Fim: Curto e Grosso
Como toda boa banda que preza pela integridade, eles decidiram parar enquanto ainda estavam no topo. Em 1988, anunciaram o fim com a justificativa de que "em um mundo de bandas que duram décadas, três anos era o suficiente". Paul Heaton formou o The Beautiful South, e Norman Cook partiu para as batidas eletrônicas.
🏠 O Caso "Build": A Doce Ilusão Brasileira
Se você viveu o Brasil do final dos anos 80, com certeza ouviu "Build" em algum baile, rádio FM ou até em casamentos. A melodia é suave, o refrão é "gostoso" de cantar e a voz de Paul Heaton é quase um abraço.
O equívoco coletivo:
Para uma geração inteira de brasileiros, "Build" era a música romântica definitiva. Era tocada em momentos de "lento", acompanhada de luzes baixas. Acreditava-se que era uma declaração de amor sobre construir um futuro.
A realidade da letra:
A música é, na verdade, uma metáfora melancólica e crítica. Heaton usa a figura da construção civil para falar sobre a descaracterização das cidades e a vida árdua da classe operária.
O "Pedreiro" Social: A letra fala sobre derrubar o que é antigo e "bonito" para construir prédios feios e funcionais ("Down with the council, up with the blocks").
O Sonho Interrompido: O refrão "Build a house of love" (Construir uma casa de amor) não é um convite romântico clichê, mas uma crítica à ideia de que o sistema empurra as pessoas para dentro de caixas de concreto, vendendo a ilusão de felicidade doméstica enquanto o mundo ao redor se torna cinza.
No Brasil, ignoramos o cimento e os tijolos políticos e ficamos apenas com o "amor". E quer saber? Deu certo do mesmo jeito!
Gostou de relembrar esse clássico? o melhor do indie pop dos anos 80!
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